domingo, 12 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
sábado, 6 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
sábado, 26 de julho de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
sábado, 28 de junho de 2014
domingo, 1 de junho de 2014
Fernando Pessoa
Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é,aliás, a única que há. E capricho, às vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vômito para aliviar a vontade de vomitar.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
sábado, 12 de abril de 2014
PEQUENINO MORTO
Tanje o sino, tanje, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tanje numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Como o sono apaga o teu olhar inerte
Sob a luz da tarde tão macia e grata!
Pequenino, é pena que não possas vêr-te..
Como vais bonito, de vestido novo
Todo azul celeste com debruns de prata!
Pequenino, acorda! E gostarás de vêr-te
De vestido novo.
Como aquela imajem de Jesus, tão lindo,
Que até vai levado em cima dos andores
Sobre a fronte loura um resplendor fuljindo,
— Com a grinalda feita de botões de rozas
Trazes na cabeça um resplendor de flores...
Pequenino, acorda! E te acharás tão lindo
Florecido em rozas!
Tange o sino, tanje, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tanje numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Que caminho triste, e que viajem! Alas
De ciprestes negros a gemer no vento;
Tanta boca aberta de famintas valas
A pedir que as fartem, a esperar que as encham.
Pequenino, acorda! Recupera o alento,
Foje da cobiça dessas fundas valas
A pedir que as encham.
Vai chegando a hora, vai chegando a hora
Em que a mãi ao seio chama o filho... A espaços,
Badalando, o sino diz adeus, e chora
Na melancolia do cair da noute;
Por aqui, só cruzes com seus magros braços
Que jamais se fecham, hirtos sempre... E' a hora
Do cair da noute...
Pela Ave Maria, como procuravas
Tua mãü... Num éco de sua voz piedoza,
Que suaves cousas que tu murmuravas,
De mãosinhas postas, a rezar com ela...
Pequenino, em caza, tua mãi saudoza
Reza a sós... E* a hora quando a procuravas....
Vae rezar com ela!
E depois... teu quarto era tão lindo! Havia
Na janela jarras onde abriam rozas;
E no meio a cama, toda alvor, macia,
De lençóes de linho no colxão de penas.
Que acordar alegre nas manhas cheirozas!
Que dormir suave, pela noute fria,
No colxão de penas...
Tanje o sino, tanje, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tanje numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Porque estacam todos dessa cova a beira?
Que é que diz o padre numa lingua estranha?
Porque assim te entregam a essa mão grosseira
Que te agarra e leva para a cova funda?
Porque assim cada homem um punhado apanha
De caliça e espalha-a, debruçado á beira
Dessa cova funda?
Vais ficar sozinho no caixão fechado...
Não será bastante para que te guarde?
Para que essa terra que jazia ao lado
Pouco a pouco rola, vai desmoronando?
Pequenino, acorda! — Pequenino!... E' tarde.
Sobre ti cái todo esse montão que ao lado
Vai desmoronando...
Eis fechada a cova. Lá ficaste... A enorme
Noute sem aurora todo amortalhou-te.
Nem caminho deixam para quem lá dorme,
Para quem lá fica e que não volta nunca...
Tão sozinho sempre por tamanha noute!...
Pequenino, dorme! Pequenino dorme...
Nem acordes nunca!
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tanje numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Como o sono apaga o teu olhar inerte
Sob a luz da tarde tão macia e grata!
Pequenino, é pena que não possas vêr-te..
Como vais bonito, de vestido novo
Todo azul celeste com debruns de prata!
Pequenino, acorda! E gostarás de vêr-te
De vestido novo.
Como aquela imajem de Jesus, tão lindo,
Que até vai levado em cima dos andores
Sobre a fronte loura um resplendor fuljindo,
— Com a grinalda feita de botões de rozas
Trazes na cabeça um resplendor de flores...
Pequenino, acorda! E te acharás tão lindo
Florecido em rozas!
Tange o sino, tanje, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tanje numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Que caminho triste, e que viajem! Alas
De ciprestes negros a gemer no vento;
Tanta boca aberta de famintas valas
A pedir que as fartem, a esperar que as encham.
Pequenino, acorda! Recupera o alento,
Foje da cobiça dessas fundas valas
A pedir que as encham.
Vai chegando a hora, vai chegando a hora
Em que a mãi ao seio chama o filho... A espaços,
Badalando, o sino diz adeus, e chora
Na melancolia do cair da noute;
Por aqui, só cruzes com seus magros braços
Que jamais se fecham, hirtos sempre... E' a hora
Do cair da noute...
Pela Ave Maria, como procuravas
Tua mãü... Num éco de sua voz piedoza,
Que suaves cousas que tu murmuravas,
De mãosinhas postas, a rezar com ela...
Pequenino, em caza, tua mãi saudoza
Reza a sós... E* a hora quando a procuravas....
Vae rezar com ela!
E depois... teu quarto era tão lindo! Havia
Na janela jarras onde abriam rozas;
E no meio a cama, toda alvor, macia,
De lençóes de linho no colxão de penas.
Que acordar alegre nas manhas cheirozas!
Que dormir suave, pela noute fria,
No colxão de penas...
Tanje o sino, tanje, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tanje numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Porque estacam todos dessa cova a beira?
Que é que diz o padre numa lingua estranha?
Porque assim te entregam a essa mão grosseira
Que te agarra e leva para a cova funda?
Porque assim cada homem um punhado apanha
De caliça e espalha-a, debruçado á beira
Dessa cova funda?
Vais ficar sozinho no caixão fechado...
Não será bastante para que te guarde?
Para que essa terra que jazia ao lado
Pouco a pouco rola, vai desmoronando?
Pequenino, acorda! — Pequenino!... E' tarde.
Sobre ti cái todo esse montão que ao lado
Vai desmoronando...
Eis fechada a cova. Lá ficaste... A enorme
Noute sem aurora todo amortalhou-te.
Nem caminho deixam para quem lá dorme,
Para quem lá fica e que não volta nunca...
Tão sozinho sempre por tamanha noute!...
Pequenino, dorme! Pequenino dorme...
Nem acordes nunca!
Vicente de Carvalho
sexta-feira, 11 de abril de 2014
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sexta-feira, 7 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
O Salvador
- Tu, pesquisador sincero, vai e coloca-te ante o simbolo da sagrada severidade e esforça-te por compreender o teu Salvador! Atira longe o macio manto do comodismo, que tão agradavelmente te aquece e produz uma sensação de bem estar e segurança, que te deixa dormitar até a derradeira hora terrestre guando então serás arrancado do chofre de tua sonolência, libertando-te da estreiteza terrena e enfrentando repentinamente a verdade límpida. Então terá terminado logo o teu sonho, ao qual havias te agarrado, junto ao qual te afundaste na inércia. Abdruschin
Religião do Amor
O verdadeiro amor não é aquele que dará o prazer a outrem, o que possa proporcionar agrado ou alegria, mas sim cuidará tão somente do que lhe seja útil! Não importando se lhe cause ou não alegria. Isso é realmente amar e servir. Abdruschin
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
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